Sala do Participante

Voluntariado

29/01/2010

Maria da Conceição Carneiro

A cearense de Sobral Maria da Conceição Azevedo Carneiro, que trabalhou no Banco do Brasil por 26 anos até encerrar a atividade na agência Empresarial em Fortaleza (CE), dedica seu tempo e empenho ao voluntariado. Atualmente, ela preside a Associação Cearense de Doenças Genéticas (ACDG), localizada na capital do estado.

A entidade, criada em outubro de 2001, tem a proposta de defender os direitos à cidadania, reabilitação, educação e ao lazer, facilitar a integração social e reduzir o preconceito contra os portadores de doenças genéticas. Cerca de 740 famílias são beneficiadas pela iniciativa, que oferece serviços de fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia, além de atendimentos médico e odontológico.

A associação surgiu por iniciativa de profissionais de saúde, que identificaram as necessidades assistenciais para garantir melhores condições de vida aos pacientes. E a ação alcança os objetivos pretendidos. Segundo a voluntária, o trabalho contribui para aumentar a qualidade de vida das pessoas atendidas, diminuindo sequelas e permitindo a reabilitação. "No âmbito da cidadania proporcionamos reflexão e conhecimentos dos direitos desses portadores", completa.

Maria da Conceição acrescenta que a entidade promove atividades para inserir os pacientes com doenças congênitas e suas famílias no mercado de trabalho. Para isso, a ACDG oferece cursos de informática, artesanato, eletricista e bombeiro hidráulico, entre outros. "Dizer qual a importância desse trabalho é muito difícil, mas formamos cidadãos e profissionais qualificados, buscando a inclusão social e a redução dos preconceitos", afirma.

Não são apenas os portadores de doenças congênitas que se beneficiam. A equipe, enquanto contribui com a melhoria do atendimento aos pacientes, também tem a oportunidade de crescer. "No trabalho voluntário, a satisfação e o aprendizado são bem maiores para quem dá do que para quem recebe", garante Maria da Conceição.

Para ela, esse engajamento proporciona prazer e a sensação de ser útil para quem precisa. A aposentada lembra com carinho de um dos momentos mais emocionantes que passou na entidade, quando a família de uma recém-nascida com doença genética pôde receber um remédio raro necessário para o tratamento. "O medicamento levaria em média 30 dias para ser adquirido e nós da associação providenciamos em 24h. As lágrimas dos pais se confundiam com sorrisos", fala emocionada.

Entre em contato com Maria da Conceição Carneiro através do e-mail  conceicaocarneiro@ig.com.br. Mais informações no  site da ACDG.