Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

Maria da Graça Melchiors

Há 13 anos, funcionários do Banco do Brasil de Curitiba resolveram se unir para criar a Associação de Apoio à Criança Carente (Acrica). O objetivo era distribuir meias, cobertores e cestas básicas. Após cinco anos exercendo essa função, os associados decidiram ampliar o foco e criar um projeto ligado à educação."Possibilitamos que crianças e adolescentes transponham as pontes e barreiras sociais por meio da educação e da profissionalização, superando os desafios impostos pela caminhada da vida", afirma a presidente da associação, Maria da Graça Melchiors, 53 anos. "Vamos continuar com a missão educadora. Até 2008 teremos turmas até a 4a série do Ensino Fundamental e estaremos com cerca de 220 crianças. Também capacitaremos profissionalmente muitos jovens em situação de risco social e familiar", planeja Melchiors. 

Através do projeto, meninos e meninas, de 3 a 17 anos, em situação de risco social são contemplados com lazer, esporte e cultura. As atividades são desenvolvidas na Escola Casa dos Girassóis, onde a garotada do pré-escolar ao 2o ano do ensino fundamental assiste às aulas do currículo e no período oposto participa de atividades esportivas, como capoeira e basquete, cursos de artesanato e informática. A Acrica também realiza oficinas de capacitação profissional em reciclagem de papel e serigrafia com o objetivo de gerar renda para os jovens assistidos. "Oferecemos formação integral através de uma educação que atenda as necessidades e interesses da criança no seu todo", afirma a presidente.

Quando a escola foi inaugurada, em maio de 1998, 42 crianças, de 4 a 6 anos, foram beneficiadas com a ação. Em 2005, foram atendidos 138 crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, da Vila Vicente Macedo e do município de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Até 2008, a Acrica pretende criar turmas até a 4a série do ensino fundamental e beneficiar mais de 200 crianças.

Melchiors, que trabalhou 25 anos no Banco do Brasil, conta como é a realidade das famílias assistidas pela Acrica. "A Vila Vicente Macedo ainda está em desenvolvimento. É possível observar a vulnerabilidade e as situações de risco em que se encontram diversas famílias e seus filhos devido à violência, à carência de lazer, à falta de ocupação e de formação. Queremos ajudar a mudar essa situação", diz.

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