Sala do Participante

Voluntariado

22/09/2010

Maria Iara

Depois de trabalhar no Banco do Brasil por 28 anos, a santista Maria Iara Azevedo Bretas, que encerrou a carreira como gerente geral da agência Assunção, na capital do Paraguai, em 2002, encontrou no voluntariado uma atividade para o dia-a-dia. Em 2009, a aposentada passou a integrar o quadro de voluntários do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), em Niterói (RJ), onde vive atualmente. Para dar sua contribuição à instituição, Maria Iara fez testes e treinamentos. Hoje, ela dá aulas de artesanato para pacientes.

O interesse da aposentada surgiu quando soube que uma antiga colega de trabalho era voluntária no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Maria Iara, que sempre teve vontade de participar em alguma ação social, recebeu em casa a ajuda que precisava para escolher a instituição que apoiaria. Através de uma comunidade no site de relacionamento Orkut, a filha dela tomou conhecimento de que o Hospital Universitário Antônio Pedro havia aberto inscrições para voluntariado. Maria Iara decidiu se inscrever. Desde então, uma vez por semana, ela participa de um dos projetos da instituição, o Criarte.

"São oficinas de desenvolvimento de atividades artesanais com fins terapêuticos. Faço trabalhos manuais com mosaicos e caixinhas com os pacientes. O objetivo é a humanização e estimular o processo criativo dos pacientes", explica, acrescentando que os artigos confeccionados são vendidos e toda a renda obtida é revertida em benefício do próprio projeto, na compra de material, por exemplo, ou nas festas organizadas para os pacientes, como dia das crianças, natal etc.

Para Maria Iara, essa é uma oportunidade para trocar conhecimentos. Isso mesmo. Ela garante que não é a única a aprender com essa ação. "Meu marido sempre fala que não sabe realmente quem faz bem pra quem, pois aprendo com os pacientes e ensino o que sei. Essa troca às vezes se dá por meio de conversas e agradecimentos. Só de vê-los aprendendo e de saber que estou proporcionando um momento bom para eles, me gratifico, me faz muito bem", afirma.

A voluntária garante que com esse trabalho sobra tempo para realizar as suas tarefas e compromissos pessoais. Por isso, Maria Iara convida os aposentados a se engajarem. "Quando temos pacientes com sondas ou impossibilitados de saírem das camas, eu arrasto uma mesa e pego mais um travesseiro para ajudar no apoio, assim todos podem participar. Esse trabalho é muito gratificante. É muito bom se sentir útil", finaliza.

Contato pelo e-mail miabretas@gmail.com .