Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

Nara Clebia Moraes

Se depender do Comitê de Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, os jovens dos bairros pobres terão um futuro melhor. Desde que foi criado pelos funcionários da agência do Banco do Brasil no município, em 1993, o comitê promove ações voltadas para a população menos favorecida. Até 1996, doar alimentos e roupas para moradores dos bairros pobres era a principal atividade do grupo. Mas diante da grave situação dos jovens carentes, os participantes resolveram promover também cursos profissionalizantes.

"Percebemos que a campanha era puro paternalismo. Decidimos fazer então um trabalho onde os jovens em situação de vulnerabilidade social pudessem aprender um ofício que lhes garantisse um futuro profissional. Nosso objetivo é promover a cidadania através de cursos profissionalizantes. Os alunos são encaminhados pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público, por abrigos e por diretores de escolas estaduais e municipais", diz Nara Clebia Morais, 53 anos, coordenadora do comitê, que trabalhou no Banco do Brasil por 20 anos.

Estudantes da rede pública de ensino, com idades entre 14 e 17 anos, são o público alvo dos cursos de capacitação em serralheria, padaria e parte elétrica. Atualmente, o programa beneficia 117 alunos. Os cursos profissionalizantes são resultado de uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). "Com o certificado do Senai as portas do mercado de trabalho estarão sempre abertas. Além disso, as empresas locais conhecem nosso trabalho", afirma Morais, acrescentando que os jovens também podem se inscrever nos cursos básicos de informática e inglês.

Para contribuir efetivamente com a mudança da realidade dos meninos e meninas, o comitê e a escola do aluno estão em contato permanente. A finalidade dessa integração é aumentar a inserção no ambiente familiar. "Trocamos informações sobre os alunos. Se algum deles tira notas baixas na escola, conversamos sobre a situação e procuramos os familiares. Conversamos com os pais e mostramos que eles devem assumir o compromisso com a educação dos filhos", comenta.

O comitê é mantido por meio de doações mensais de funcionários da agência do Banco do Brasil e por pessoas que conhecem o trabalho do grupo. A verba é utilizada para adquirir o material utilizado nas aulas e para o pagamento dos instrutores dos cursos profissionalizantes.

 

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