Sala do Participante

Normeide Carneiro

11/02/2015

Normeide Carneiro

 

Há pouco mais de 20 anos, em julho de 1994, nascia em Mairi, na região centro-norte da Bahia, a Associação Beneficente Nossa Senhora das Dores (Assbendor). Inicialmente um berçário com dez bebês de zero a três anos de idade, a instituição cresceu e hoje atende mais de 600 crianças e jovens com atividades diversificadas. Tudo isso acompanhado de perto pela participante, que sempre trabalhou como voluntária na instituição.

Normeide trabalhou por 25 anos no Banco do Brasil (BB) em Mairi e está aposentada desde 2007. Logo, participa da associação desde a época em que estava na ativa. Ela conta que a Assbendor surgiu para salvar os bebês da mortalidade infantil, uma ameaça comum no semiárido nordestino. Entretanto, enquanto elas cresciam, os voluntários perceberam a necessidade de ampliar o projeto.

“Nós fomos crescendo junto com nossas crianças. Quando os primeiros bebês passaram dos três anos, decidimos que eles permaneceriam. E então conseguimos recursos para criar uma creche, em um espaço próprio, e passamos a cuidar de 70 crianças. Mais tarde, quando as mesmas crianças chegaram aos seis anos, fomos até a Suíça, onde conseguimos novos recursos e ampliamos ainda mais o projeto”, conta orgulhosa.

No ano 2000, surgiu a escolinha de futebol. No ano seguinte, as aulas de música. Além disso, cresceram gradativamente os pontos de reforço escolar, que já eram oferecidos. Foram criados, ainda, cursos profissionalizantes. A entidade também construiu 23 casas populares e cisternas em obras realizadas em mutirão. Outro passo foi a garantia de recursos para que jovens da região conseguissem concluir a faculdade.

Hoje, a creche da Assbendor cuida de mais de 120 crianças. Cerca de 300 alunos participam das atividades de reforço escolar. Dezenas participam, ainda, das escolas de música e futebol e dos cursos profissionalizantes.

“Quando o projeto surgiu, jamais pensávamos que ele ia crescer tanto. Começamos com um pequeno trabalho para evitar a mortalidade infantil, contando apenas com doações. Em algum tempo conseguimos nossa sede própria e os incentivos externos”.

Depois de tanto tempo trabalhando junto à Assbendor, qual é seu sentimento?
O meu sentimento é de gratidão e realização. É muito bom começar um trabalho pequeno e acompanhar o crescimento. Ver a evolução diante de todas as dificuldades que passamos. Vivemos em uma região muito seca, onde as pessoas passam fome. Quando chego à creche, tenho satisfação ao ver o sorriso das crianças. Esqueço de todos os problemas que a vida traz e me realizo. Tenho certeza de que estou fazendo a minha parte.

Qual a importância de dedicar um tempo de sua aposentadoria à associação?
É maravilhoso. Recomendo muito às pessoas aposentadas que procurem uma atividade como essa. Sem dúvidas é algo que ajuda a se realizar, a elevar a mente. Essa atividade preenche qualquer vazio que possa existir.

Para conhecer melhor o trabalho da Assbendor acesse o site: http://assbendormairi.blogspot.com.br/.