Sala do Participante

Voluntariado

04/03/2010

Sálvio Albanese

Paulista de Birigui, Sálvio Albanese Filho, funcionário da Gerência de Desenvolvimento Regional Sustentável da Diretoria Menor Renda do Banco do Brasil em Brasília (DF), tem no trabalho voluntário uma motivação para viver. Apesar de já ter participado de muitas entidades e de ter idealizado um projeto, ele acredita que com ações simples é possível fazer bastante por quem precisa de ajuda.

"Sempre haverá pessoas mais necessitadas que estão em situações financeira e psicológica piores que a nossa. Para elas, muitas vezes uma palavra pode ajudar. E qualquer um pode oferecer isso", afirma o voluntário, que deu sua colaboração a entidades como o Núcleo de Assistência Social Boa Semente, em Ribeirão das Neves (MG), que conta creche para crianças e atividades para geração de renda para as mães.

Empenho para transformar

Durante sua trajetória como voluntário, Albanese Filho percebeu uma semelhança entre as pessoas beneficiadas pelas ações. Ele constatou que muitas delas eram analfabetas ou semi-analfabetas e gostariam participar de algum programa para aprenderem a ler e a escrever. Um grupo de voluntários formado pelo funcionário do BB cadastrou uma média de 200 pessoas acima de 13 anos. E a partir daí surgiu o projeto Alfabetizando Sonhos, que contou com o apoio de entidades como a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) e de grupos como o Comitê de Solidariedade e Cidadania do BB em Belo Horizonte (MG).

"A idéia era que eles, ao aprenderem a ler um pouco melhor, pudessem melhorar a autoestima e até arrumar um outro emprego", comenta Albanese Filho. A iniciativa beneficiou pessoas em situação de carência financeira, social e educacional. Foram aproximadamente 125 participantes, entre jovens e adultos, durante os cerca de oito meses de trabalho. "Mesmo que apenas 1/3 tenha se formado, essa foi uma grande experiência, um bom aprendizado. E até hoje muitos dos beneficiados são gratos ao projeto", conta.

O funcionário afirma que o importante no voluntariado é "lançar a semente". "Às vezes você cuida da planta que está nascendo, noutras, outros cuidam. Não se pode querer ser o dono do processo. Nesse tipo de trabalho não cabe a prepotência", diz. É por isso que Albanese Filho acredita que o voluntariado faz as pessoas pensarem de forma diferente. "A gente tem mania de só olhar para cima. Essas atividades nos fazem ver que há muita gente em situação bem pior. Todo mundo persegue o ótimo, enquanto o bom ou o regular já são suficientes para proporcionar melhorias na vida de algumas pessoas", finaliza.

Contato com Sálvio Albanese Filho pelo e-mail casalalbenese@yahoo.com.br.