Sala do Participante

Voluntariado

31/03/2011

Silvio Freitas

Silvio Freitas entrou para o Banco do Brasil em 1980, como escriturário na agência do município de Tietê (SP). O funcionário se aposentou em 2006, já na agência de Cerquilho (SP), como gerente de contas de pessoa jurídica. Um ano após a entrada no banco, Silvio assumiu mais uma atividade, dessa vez voluntária, na Infância Feliz, instituição que abriga crianças de zero a sete anos em situação de risco, localizada em Tietê.

Segundo o aposentado, a experiência profissional lhe ajuda muito no trabalho voluntário onde atua como primeiro-tesoureiro. Silvio também afirma que o apoio financeiro dos colegas do Banco do Brasil foram e, ainda, são fundamentais para a instituição. Ele conta que desde o início os colegas ajudaram com doações, frequentando jantares e bazares organizados com o objetivo de arrecadar verba para a instituição. Hoje, a atual presidente da Infância Feliz é Letícia Mello dos Santos, também aposentada do BB e colega de Silvio na agência Tietê.

Infância Feliz é responsável por crianças em situação de risco

A Infância Feliz é um abrigo que recebe crianças encaminhadas pelo Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente de Tietê como também pelo Juizado da Infância e da Juventude. Reconhecida como uma instituição de utilidade federal, a Infância Feliz hoje, é responsável por seis crianças. Elas além de ganharem uma moradia saudável, recebem alimentação adequada, reforço escolar, atendimento psicológico, atendimento médico e dentário entre outros serviços.

Silvio conta que as crianças que chegam à Infância Feliz levam uma vida normal: frequentam escola, igreja, recebem atenção e muito carinho. A instituição funciona como uma família temporária enquanto o destino da criança é decidido pelos órgãos competentes.



Qual o maior desafio no trabalho voluntário?

O que percebo nesses 30 anos trabalhando como voluntário é que as pessoas, no geral, não se envolvem. A sociedade tem dificuldade em perceber o grande benefício para todos quando se faz o bem. Repartir o tempo, os valores éticos, o dinheiro e a generosidade ajuda a todos e não somente a quem recebe a atenção.

Da sua experiência, o que mais lhe emociona?

Meus pais fazem parte do grupo de fundadores do abrigo, então, de alguma forma sempre tive envolvido, mas nesse tempo todo o que mais emociona é o próprio convívio com as crianças. Elas são espontâneas e receptivas. Nos chamam de "tio" e reconhecem nossa atenção com elas. É emocionante o convívio, aprendemos sempre.

De onde vem os recursos para a instituição?

Como o abrigo está devidamente regularizado, recebemos verbas da iniciativa pública. Aproximadamente 50% dos recursos da instituição é dinheiro público. A outra metade vem da colaboração de mantenedores, de doações eventuais, de caixa que fazemos através de eventos como bazar.

Como as pessoas podem ajudar?

Quem quiser ajudar pode entrar em contato através do email: silvio.gabriel@uol.com.br ou pelo telefone (15) 3282-1655.

 

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