Sala do Participante

Voluntariado

13/07/2011

Walkiria Brunetto


Números e voluntariado são as paixões de Walkiria Brunetto

Walkiria Brunetto entrou no Banco do Brasil em 1982 na carreira de apoio, como telefonista, na agência de Santos (SP). Em 1984, participou de concurso interno do banco e com a aprovação passou a trabalhar na secretaria da gerência de câmbio. Posteriormente, foi transferida para o Cesec-Santos, sempre trabalhando na área internacional. De lá saiu após a absorção dos serviços de câmbio de Santos pelo Núcleo de Câmbio de São Bernardo, onde chegou a trabalhar durante a implantação do setor. Voltou para Santos, na agência José Menino, e foi lá que se aposentou como gerente de contas de pessoa jurídica, em 2007.

Jovem, com 47 anos, tinha ideia de continuar a trabalhar, mas nenhuma proposta que surgiu naquele período atraiu a participante. Optou, então, em trabalhar como assessora de finanças. Hoje, atende duas empresas.

Formada em Administração de Empresas pela Unimonte, em Santos, Walkiria além de ser apaixonada pelos números é amante do trabalho voluntário. Desde 2002, quando ainda estava na ativa, é voluntária do BB Cidadania do Litoral Paulista. A dedicação é tanta que a aposentada se especializou no Terceiros Setor, pela Fundação Getulio Vargas.



Qual o trabalho do BB Cidadania?

Nós damos suporte administrativo e financeiro às ONGs aqui da região do Litoral Paulista. Algumas dessas instituições passam por dificuldades financeiras, então, orientamos na organização de eventos que possam gerar fundos. Outras não têm profissionais especialistas para administrar, nesses casos orientamos e os preparamos para tirarem certificados que isentam do pagamento de impostos e ensinamos a escrever projetos. Enfim, mostramos caminhos para uma gestão melhor.

Você comentou que algumas instituições exigem um trabalho mais demorado. Como fica na hora da despedida?

É difícil, pois criamos vínculos, mas não podemos centralizar todo conhecimento e esforço em uma única ONG. Quando percebemos que a situação administrativa e financeira da instituição está melhor temos de sair e ajudar outra. Foi o caso da Creche Solar, no Morro da Nova Cintra: ficamos por lá três anos. Fica parecendo que você faz parte da instituição. O que fazemos é ligar, passar por lá eventualmente para saber como estão as coisas.

São nove anos como voluntária, qual o maior ganho até hoje?

Creio que entender a situação das pessoas e se colocar no lugar do outro. Quando estamos de fora achamos que as pessoas que são voluntárias têm interesses por trás da ajuda. Aprendi que esse não é o perfil dos voluntários. Muita gente tem muito amor e doação verdadeira.

Quem tiver interesse em saber mais sobre a experiência da aposentada e quiser informações sobre terceiro setor pode escrever para walkiriabrunetto@hotmail.com.

 

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