Previ fecha 2025 com R$ 300 bilhões em ativos

18/05/2026
Plano 1 tem superávit acumulado de R$ 12,5 bilhões, com rentabilidade de 16,8% a.a., e Previ Futuro alcança a marca histórica de mais de R$ 40 bi em ativos.

A Diretoria da Previ divulga, no dia 13 de março, o resultado de 2025. A entidade fechou o ano com superávit. O Plano 1 reverteu o cenário desafiador observado em 2024, alcançando rentabilidade de 16,8%, enquanto sua meta atuarial (INPC+4,75% a.a.) foi de 8,83%.

O Plano 1 é o primeiro plano da Previ e o mais maduro, pois trata-se de um plano fechado para novas adesões, desde 1998, e com quase a totalidade de seus associados já recebendo benefícios (quase 80 mil aposentados e mais de 20 mil pensionistas). A estratégia de longo prazo, com foco na imunização do passivo, por meio da alocação em títulos públicos indexados à inflação, classificados na categoria contábil “Mantidos até o Vencimento”, contribuiu para o fortalecimento do equilíbrio atuarial e para a formação do superávit.

Esse movimento consiste em reduzir parte dos investimentos em ações de empresas, a chamada renda variável, que pode oscilar mais no curto prazo, e aumentar as aplicações em renda fixa, como títulos públicos, conhecidos por oferecerem maior previsibilidade e segurança. “Esse processo busca tornar o plano mais protegido, sem jamais abrir mão de boas oportunidades de mercado e nem abandonar a renda variável, que tem papel estratégico para garantir equilíbrio, solvência e rentabilidade no longo prazo”, explica Marcio Chiumento, presidente da Entidade.

Em 2025, a Previ concluiu um desinvestimento total de R$ 21 bilhões em ativos de renda variável, alinhando o portifólio do Plano 1 às obrigações com o pagamento de benefícios, que atingiu recorde no ano, com R$ 17 bilhões pagos.

O Previ Futuro, um dos maiores planos de previdência complementar do Brasil, e segundo plano da Previ, ainda aberto para novas adesões, também brilhou em 2025. “Ao longo de 2025 os perfis do Previ Futuro apresentaram bom desempenho, com destaque para aqueles com horizonte de longo prazo e maior exposição a ativos de risco, que superaram 20% de rentabilidade no ano. Em um cenário marcado por volatilidade ao longo de alguns meses, todos os perfis encerraram dezembro com resultados positivos”, destaca o diretor Cláudio Gonçalves.

O plano alcançou ainda o marco histórico de R$ 40 bilhões em ativos, consolidando sua trajetória de crescimento e solidez. Esse resultado reflete um ano especialmente positivo para o plano, com rentabilidade favorável em todos os perfis de investimento, que superaram o índice de referência e registraram um ganho real acima da inflação.

Os bons resultados estão diretamente ligados à forte valorização da bolsa brasileira e ao desempenho dos investimentos atrelados à Selic, em 2025. Soma-se a isso, as mudanças estruturantes na gestão dos investimentos, como o Projeto Cotas, que trouxe maior diversificação e eficiência na composição de um portifólio orientado ao risco.

Márcio explica que “o Projeto Cotas reestruturou a gestão de investimentos dos perfis do Previ Futuro, que passaram a adotar uma estrutura de fundos exclusivos, cada um com uma estratégia específica. Ao todo, são 20 alternativas de alocação que permitem buscar a otimização do portfólio de cada perfil, de acordo com o nível de risco definido na política de investimentos. Uma mudança relevante na estratégia de investimentos.”

Grandes números 2025:

Plano 1 – Superávit de R$ 12,5 bilhões

R$ 258,2 bilhões em ativos

78,8 mil aposentados

23,9 mil pensionistas

Previ Futuro – R$ 42,1 bilhões em ativos

4 mil aposentados

1600 pensionistas

Total de ativos Previ – R$ 302 bilhões

Benefícios pagos – R$ 17 bilhões

A Previ

Criada em 1904, antes mesmo da Previdência Oficial em nosso País, a Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil está entre os maiores fundos de pensão da América Latina. A Previ é uma entidade fechada de previdência e seus participantes são funcionários e aposentados do Banco do Brasil, pensionistas, colaboradores do quadro próprio da Previ e familiares dos associados. A Instituição trabalha para garantir a esses participantes benefícios previdenciários complementares aos da Previdência Oficial, de forma a contribuir para a qualidade de vida dos associados e de seus dependentes.

Os recursos da Previ são provenientes, essencialmente, das contribuições pessoais e patronais, além de outras contribuições especiais previstas no Estatuto ou em instrumento específico. Esses recursos são investidos de maneira diversificada, de acordo com as Políticas de Investimento, que são revistas anualmente de forma criteriosa, de acordo com a necessidade de cada plano de benefícios. As Políticas de Investimento são elaboradas com o objetivo de buscar a melhor rentabilidade possível, a fim de cumprir com o dever fiduciário de pagamento de benefícios, razão de ser da Previ.

Estrutura

A estrutura organizacional da Previ possui órgãos de gestão e de controle com distintos papéis, que constituem seu sistema de Governança Corporativa. Esses órgãos são a Diretoria Executiva, o Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal e o Comitê de Auditoria.

A Diretoria Executiva é composta de seis membros: presidente, diretor de Investimentos, diretor de Participações, diretor de Seguridade, diretor de Planejamento e diretor de Administração, sendo os três primeiros indicados pelo patrocinador Banco do Brasil e os três últimos eleitos pelos participantes e assistidos.

O Conselho Deliberativo é composto por seis membros titulares e respectivos suplentes. Três são eleitos pelos participantes e assistidos, e outros três indicados pelo Banco do Brasil. Já o Conselho Fiscal é formado por quatro membros titulares e respectivos suplentes, dos quais dois são eleitos por participantes e assistidos, e dois indicados pelo Banco do Brasil.

Os Conselhos Consultivos dos planos de benefícios (Plano 1 e Plano Previ Futuro) são órgãos criados em 2006, compostos cada um por seis membros titulares e respectivos suplentes. Estes colegiados também são formados, de forma paritária, por integrantes eleitos e por membros indicados pelo Banco do Brasil.

O Comitê de Auditoria, criado em dezembro de 2018, é composto por três membros, nomeados e destituíveis pelo Conselho Deliberativo, sendo um membro independente, um membro externo indicado pelos conselheiros deliberativos representantes da patrocinadora e um membro externo indicado pelos conselheiros deliberativos representantes dos participantes e assistidos.

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