PREVI

PREVI Futuro

Matérias

17/06/2013

Como planejar a chegada do bebê

Um filho traz muitas realizações, mas não se pode deixar de pensar nas despesas que chegam com um novo membro na família. Para curtir a chegada do bebê com muita qualidade de vida e poucas preocupações financeiras, vale poupar e preparar o orçamento.

Quanto poupar por mês?

Como se programar para que a chegada do bebê não desestruture o orçamento familiar? A educadora financeira Gisele Kobayashi " sócia do curso Mais Educa e certificada como Agente Autônoma de Investimentos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) " afirma que é necessário que a família pense com antecedência em alguns pontos importantes, como em quanto é possível poupar por mês,  como aplicar o dinheiro e em qual padrão de vida será adotado após o nascimento da criança.

"Independente do salário, o que importa é o quanto a família gasta por mês. Há famílias que possuem uma receita de R$ 10 mil e gastam além desse valor, ou seja, não conseguem poupar nada, e há famílias que ganham R$ 4 mil, gastam menos e conseguem investir a diferença", comenta.

De acordo com uma análise do Centro de Estudos de Finanças Pessoais & Negócios (Cefipe), para uma família de classe média alta o gasto no primeiro ano de vida do bebê é de R$ 20 mil. Mas Gisele reforça que esse valor depende do quanto a família consome, pois há uma grande diferença entre montar um quarto com móveis de brechó e um com móveis novos, por exemplo.

"Considerando que o casal terá um ano para acumular R$ 20 mil,  é necessário poupar aproximadamente R$ 1.600,00 por mês, aplicando em um investimento que renda 0,6% a.m.", ilustra a educadora financeira.

Daniel Souza, mestre em Economia e professor, considera que o ideal é que a família comece a poupar, no mínimo, desde o início da gravidez. Devem ser evitadas dívidas e preparado um orçamento com todas as despesas e receitas previstas para os dois primeiros anos de vida do bebê.

Planejamento familiar

Uma dúvida recorrente entre os futuros papais e mamães é mensurar quanto o preço dos itens do enxoval deve impactar percentualmente no orçamento familiar. Souza diz que não existe fórmula, mas em geral o enxoval não deve comprometer mais do que 20% da renda.

"Não existe milagre. Para equilibrar o orçamento é necessário cortar gastos. Monte uma planilha com todas as despesas e receitas previstas e corte gastos até atingir o equilíbrio. Coloque nas despesas um valor para formar uma poupança", orienta.

Para Gisele Kobayashi, planejar também é essencial:

"A partir do momento que o casal decide engravidar, o ideal é começar a poupar, pelo menos para o primeiro ano do bebê, para que não exista preocupação financeira nessa fase de tantas mudanças. Depois do nascimento é importante começar uma poupança pensando no futuro. E nesse processo todo, sempre se lembrar de adequar o padrão de vida da família à receita", afirma.

Futuro

Além da atenção com os gastos imediatos, é essencial pensar no futuro do bebê. Vale a pena fazer uma poupança pensando em educação, por exemplo?

Gisele afirma que a educação da criança no curto prazo precisa se adequar ao orçamento doméstico mensal, caso o casal não tenha feito nenhuma reserva para esse fim.  Já o futuro da criança, em geral, é a maior preocupação dos pais. Portanto, o ideal seria iniciar uma poupança na data de nascimento do filho para garantir seus estudos, ou pelo menos, os primeiros anos da faculdade.

"Para guardar R$ 100 mil em um prazo aproximado de 20 anos, o valor a ser poupado por mês não precisa ser muito alto. Em uma aplicação que rende 0,6% a.m., a família teria que poupar R$ 190,00 por mês", exemplifica.

Mais PREVI

Para ler outras matérias da coluna Saúde Financeira, clique aqui e acesse a página do Mais PREVI. O Programa de Educação Financeira e Previdenciária da PREVI disponibiliza aqui no site conteúdos relevantes para subsidiar o planejamento e as decisões individuais.

O espaço do Programa reúne, além de textos, informações em áudio e vídeos e links úteis. Navegue por lá e veja também conteúdos sobre seu plano de benefícios, preservação do salário de participação, tributação, previdência oficial e outros assuntos que fazem diferença para o seu futuro.

 Mais PREVI: conhecimento para um futuro melhor