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No item Exígivel Operacional/Programa Previdencial, encontram-se registradas as Contribuições Amortizantes Antecipadas, pagas pelo Banco do Brasil em decorrência do Contrato firmado em 24/12/1997 com a PREVI, para custeio do benefício de aposentadoria do grupo de funcionários do Banco com posse até 14/4/1967 e que vieram a se aposentar após essa data.
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No item Exigível Contingencial estão registradas provisões para valores que encontram-se em litígio ou em risco de perda. As provisões são realizadas com base em avaliações jurídicas internas e externas, e estão descritas nas Notas Explicativas, item 7.2. Destaque-se que existem outras perdas apuradas no Programa de Investimentos que estão comentadas nas Notas Explicativas, itens 6.2.1 e 6.2.2, que são lançadas em contas internas do Programa de Investimentos e deduzidas do saldo da carteira.
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Foi indicada, no Parecer Atuarial, a necessidade de alteração da Tábua de Mortalidade, a partir da identificação de uma maior expectativa de vida dos participantes. O estudo para implantação da nova Tábua será realizado em conjunto com o Banco do Brasil no decorrer de 2005.
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evolução do passivo ocorreu dentro dos parâmetros normais e esperados.
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O superávit acumulado em 2004 representa 22% do total das Reservas Matemáticas. Isso significa que o índice de cobertura do passivo é de 122%.
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Nos três últimos anos, os resultados foram os seguintes: R$ 1,58 bilhão de resultado negativo em 2002, R$ 7,67 bilhões de resultado positivo em 2003 e R$ 5,71 bilhões em 2004.
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O resultado positivo do ano foi decorrência do bom desempenho dos títulos de renda fixa e da valorização dos ativos de renda variável, especialmente no segundo semestre do ano, quando o índice Bovespa atingiu 26.196 pontos. Entre os ativos de Renda Variável, destaca-se a valorização da participação na Cia. Vale do Rio Doce, cujo valor contabilizado em 2004 passou para R$ 11,76 bilhões e representou acréscimo de R$ 3,4 bilhões em relação ao ano anterior.
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Evolução dos Compromissos - Plano 1
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| R$ bilhões |
2002 |
2003 |
2004 |
Exigíveis e fundos |
11,12 |
13,77 |
16,44 |
Provisões matemáticas |
36,06 |
40,21 |
44,24 |
| TOTAL |
47,18 |
53,98 |
60,68 |

Aprovação do Plano de Enquadramento dos Investimentos
A Carteira de Investimentos do Plano 1 apresenta-se, em vários aspectos, desenquadrada em relação a limites impostos pela Resolução CMN 3121, que disciplina os investimentos dos fundos de pensão. A Resolução apresentou duas alternativas para os fundos alcançarem o enquadramento: ou adequavam-se até o final de 2005 ou apresentavam um Plano de Enquadramento a ser analisado e aprovado pela SPC e pelo CMN.
A PREVI optou por apresentar Plano de Enquadramento, com solicitação de prazo mais longo (até 2012) para fazer os ajustes necessários, especialmente nos percentuais de participação em certas empresas e fundos de investimento. O prazo mais longo é fundamental no sentido de preservar a capacidade de negociação da PREVI e de permitir a maturação de certos investimentos. Todo o Plano foi baseado no estudo de necessidades da PREVI, especialmente com o pagamento de benefícios.
No final de 2004, o Plano foi aprovado e, portanto, a PREVI passou a ter a sua situação regularizada perante à legislação e aos órgãos fiscalizadores.
O Plano prevê o cumprimento de etapas e metas anuais, cujos resultados serão analisados pelo Conselho Fiscal.

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Considerando a maturidade do Plano, quando se torna necessário obter recursos do Programa de Investimento para cobrir o pagamento de benefícios, exige-se que o Plano seja monitorado não apenas sob a ótica patrimonial (que indica a existência de ativos para cobrir o total dos passivos), mas também sob a ótica do Fluxo de Caixa, ou seja, da existência de liquidez para satisfazer os pagamentos de benefícios nas datas previstas. Os recursos do Programa de Investimentos são obtidos na forma de aluguéis de imóveis; juros e dividendos recebidos; vendas de ativos e resgates de aplicações.
Em função desta necessidade, a PREVI vem desenvolvendo o Projeto de Gestão Integrada de Ativos e Passivos (AL&M), onde todos os fluxos de pagamentos e recebimentos são previstos ao longo do tempo, com orçamentos anuais específicos. Esta gestão exige a atuação integrada das áreas de Planejamento, Seguridade, Investimentos e Participações.

Visão da Distribuição dos Ativos
A Carteira de Investimentos está segmentada em várias subcarteiras, o que atende ao mesmo tempo a determinações legais e a estratégias gerenciais. A primeira grande divisão ocorre nos quatro macrossegmentos.
A distribuição dos recursos entre os diversos segmentos segue uma estratégia de diversificação de risco, baseada no cálculo da melhor relação entre risco e retorno associada a cada modalidade de investimento. Os percentuais permitidos para cada segmento estão previstos na Política de Investimentos, que é aprovada e divulgada anualmente. Essa Política está disponível no site da PREVI. A estratégia definida também precisa estar em sintonia com o Plano de Enquadramento e com a gestão da liquidez da carteira.
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| Movimentações no Ano (R$ mil) |
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Investimentos
Desinvestimentos
Vendas (ações e bônus)
Resgates Fundos Investimentos
Variação de Carteira
Dividendos / JCP
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318.813
(1.102.875)
(759.870)
8.335.183
1.325.854
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No entanto, o resultado efetivo da composição da carteira também depende das condições de mercado. Mesmo com as vendas efetuadas de ativos de renda variável, o percentual em relação aos investimentos totais permaneceu praticamente inalterado em função da valorização dos ativos remanescentes, o que obviamente é um aspecto positivo.
Além da divisão entre os macrossegmentos, a carteira também pode ser analisada pela sua distribuição em relação aos setores da economia. Neste aspecto, a PREVI também conta com um planejamento que indica os percentuais máximos e mínimos para alocação de recursos em cada um dos maiores setores da economia.
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Composição da Carteira
(Ativos de investimentos: R$ 70,33bi)
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Distribuição da Carteira pelos Setores da Economia (R$ milhões) |
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Setor |
Financeiro |
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% da Carteira |
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Mineração
Instituições Financeiras
Energia Elétrica
Petróleo e Gás
Bebidas
Siderurgia
Telecomunicações
Material de Transporte - Aeronáutico
Papel e Celulose
Alimentos
Auto-peças e Veículos
Metalurgia
Petroquímica
Outros
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12.725,99
6.974,35
5.284,81
3.809,81
2.580,70
2.367,27
2.363,50
2.205,24
844,76
769,22
481,98
443,97
382,10
1.304,90
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29,92
16,40
12,42
8,96
6,07
5,56
5,56
5,18
1,99
1,80
1,13
1,04
0,90
3,07
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A meta de rentabilidade do Plano de Benefícios 1 é atrelada ao indexador que corrige os benefícios do Plano, mais 6%a.a. Até maio/2004 a meta era composta de IGP-DI + 6%a.a, e a partir de junho passou a ser de INPC + 6%a.a.
A rentabilidade alcançada pelo Plano 1 foi de 25,67% e superou a meta atuarial, conforme demonstrado na tabela ao lado.
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| Rentabilidade em 2004 (%) |
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Renda Fixa
Renda Variável
Imóveis
Operações com Participantes
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19,07
32,99
9,05
11,71
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Rentabilidade do Plano 1
Meta Atuarial
IBX
Taxa Selic |
25,67
15,70
29,85
16,25
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Renda Fixa
A rentabilidade do segmento de renda fixa, 19,07%, além de passar a meta atuarial, bateu os principais índices do mercado (Taxa Média Selic e Certificado de Depósito Interbancário -CDI).
| Taxa Selic |
16,25 |
| CDI |
16,17 |
| Meta Atuarial |
15,70 |
| Rentabilidade |
19,07 |
Em 2004, a PREVI começou a definir os títulos que serão classificados na categoria “para negociação” e os que serão levados “até o vencimento”. No primeiro caso, os títulos têm que ser contabilizados pelo valor de transação de títulos equivalentes no mercado, sofrendo as oscilações deste mercado. No segundo caso, os títulos são contabilizados pela “curva do papel”, ou seja, pela apropriação, mês a mês, das taxas de correção e de juros previstas no título.
Renda Variável
A rentabilidade do segmento de renda variável foi a mais elevada da carteira e superou também os principais índices do mercado (IBX e IBOVESPA). A carteira de renda variável da PREVI tem uma característica peculiar, que é a forte presença de participações de controle, e algumas participações por meio de empresas veículos que não têm cotação em bolsa. No exercício, a rentabilidade foi favorecida pela reavaliação da Cia. Vale do Rio Doce.Estas questões estão detalhadas nas Notas Explicativas no item 6.2.2.
| IBX |
29,85 |
| Ibovespa |
17,81 |
| Meta Atuarial |
15,70 |
| Rentabilidade |
32,99 |
Gestão da Carteira de Renda Variável
Pela relevância e peculiaridades que este segmento tem na carteira do Plano 1, a PREVI adota inúmeros cuidados para valorizar e mitigar os riscos de suas participações. Ano após ano, a PREVI tem evoluído em seus métodos de gestão, que envolvem trabalhos de diversas diretorias.
Governança Corporativa
A PREVI tem se destacado no cenário da Governança Corporativa, não só pela quantidade, mas também pela qualidade. O modelo de Governança Corporativa da PREVI envolve o aperfeiçoamento da seleção e acompanhamento de conselheiros e o desenvolvimento de um sistema de acompanhamento das empresas participadas. A partir destes instrumentos, a PREVI consegue manter um acompanhamento detalhado e pró-ativo em relação às empresas, com o objetivo de elevar o valor da participação e evitar prejuízos.
Em 2004, a PREVI lançou o seu Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa, reconhecido publicamente como um dos mais modernos códigos sobre o tema. Desta forma, todos os conselheiros, sócios e administradores passam a conhecer as orientações da PREVI e contam com um guia para implementar melhorias na gestão das empresas.
Além do encontro anual de conselheiros, em que ocorrem debates com especialistas em várias áreas de interesse, a PREVI participa também de inúmeros fóruns nacionais e internacionais sobre o tema, inclusive na condição de expositora. Em 2004, destaca-se a realização, pela primeira vez em um país em desenvolvimento, da Conferência do ICGN (International Corporate Governance Network), fórum que reúniu pela décima vez os mais representativos administradores de empresas e gestores de recursos do mundo.
Recebimento de Dividendos
Um dos objetivos das ações de Governança Corporativa desenvolvidas pela PREVI é melhorar o desempenho das empresas, e, conseqüentemente, o recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Em 2004, esses valores representaram R$ 1,32 bilhão. As 10 principais empresas pagadoras foram:
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| Dividendos Recebidos (R$ milhões) |
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| Empresa | Ativos |
Dividendos/JCP |
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Vale
Banco do Brasil
Petrobras
Ambev
Embraer
Itaubanco
Bradesco
Usiminas
Belgo Mineira
Telemar |
12.364,50
3.677,10
3.356,39
2.579,87
2.205,24
1.749,32
959,06
924,61
854,27
833,06 |
315,81
164,66
183,47
47,96
87,47
46,60
42,46
46,75
29,85
38,59 |
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Diversificação da Gestão da Carteira
Além da gestão direta, a PREVI também decidiu buscar parceiros para administrar parte da sua carteira. Criou uma Carteira Administrada cujo gestor foi selecionado por meio de rigoroso processo que envolveu as maiores e melhores empresas da área. Dessa forma, além de aumentar o foco de atuação e criação de valor em algumas empresas, temos também uma parceria para elevar o nosso próprio nível de atuação.
Gestão de Risco Corporativo
Outra ferramenta para monitorar as principais participações começou a ser desenvolvida na Diretoria de Planejamento, com o Projeto de Risco Corporativo. Uma metodologia específica foi criada para avaliar as participações pelo seu grau de risco, com a indicação das empresas que oferecem maior ou menor segurança quanto à sua capacidade de crescer ou perder valor. Esta passa a ser uma informação adicional para o plano de investimento e desinvestimento e para uma avaliação interna do potencial de valor da carteira.
Vendas de Ações a Mercado
Em 2004, foram realizadas diversas operações de mercado com as participações da PREVI. Estas operações objetivaram vender parte da carteira, dentro da perspectiva de realizar lucros, reduzir a participação em renda variável e obter liquidez para pagamento de benefícios.
As operações abrangeram volume de negócios de R$ 1,10 bilhão.
Pode-se dizer que a PREVI foi uma das mais ativas participantes do mercado de ações e contribuiu, inclusive, para a melhoria do mercado como um todo, com medidas que implementaram liquidez, transparência e evolução de empresas para os níveis mais elevados de Governança Corporativa (Novo Mercado, Nível 2 e Nível 1 da Bovespa).
Fechamento de Capital
Bunge Brasil A PREVI vendeu a totalidade das ações que detinha na Bunge Brasil S.A., equivalente a cerca de R$ 380 milhões, ou 7,10% do capital. A compra foi realizada pela controladora americana Bunge Limited e foi efetivada por meio de oferta pública de aquisição de ações para fechamento de capital, cuja realização depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O preço de venda foi definido em R$ 6,22 por lote de mil ações mais correção por TR + 6% a.a. pro rata até a data do leilão. A Bunge também comprometeu-se a pagar R$ 0,25 por ação em dividendos e a distribuir todo o lucro na forma de dividendos ou juros sobre capital até a data de liquidação da oferta.
Electrolux A AB Electrolux, na qualidade de acionista controladora da Electrolux, adquiriu ações da empresa em circulação no mercado, visando ao fechamento de capital. A PREVI, detentora de 10,70 bilhões de ações preferenciais da companhia (1,76% do capital total ou 2,64% das ações preferenciais), vendeu a totalidade dos papéis de que dispunha. O preço de venda (R$ 1,19 por lote de mil ações) representou o ingresso de R$ 12,81 milhões no caixa da PREVI.
Ofertas Secundárias
Lançamento de ações da CPFL A PREVI participou ativamente do processo de reestruturação da CPFL que culminou, em setembro de 2004, com a realização de oferta pública no mercado doméstico e internacional. A operação envolveu oferta primária, no valor de US$ 250 milhões, mediante lançamento de novas ações pela empresa e oferta secundária, no valor de US$ 50 milhões, por meio da qual os acionistas controladores da companhia negociaram parte de suas ações, o que conferiu liquidez às suas participações. Na oferta secundária, a PREVI vendeu, por meio da 521 Participações, R$ 51,79 milhões em ações.
Weg Na oferta pública de ações preferenciais da empresa catarinense Weg, maior fabricante de motores elétricos da América Latina, a PREVI se desfez de 12,588 milhões de ações preferenciais, 33% da sua participação nessas ações, o que representou R$ 90,63 milhões. Além disso, as ações remanescentes na carteira da PREVI, que representam 4,82% do capital total da Weg, beneficiaram-se do aumento da liquidez do papel.
Suzano Petroquímica A PREVI vendeu seis milhões de ações preferenciais da Suzano Petroquímica em oferta pública. A venda correspondeu a 46,9% do total da participação da PREVI na empresa e apresentou resultado financeiro bruto de R$ 34,8 milhões.
Reestruturações de Empresas
Neoenergia (antiga Guaraniana) A holding Neoenergia, controladora das distribuidoras de energia elétrica Coelba, Cosern e Celpe passou por processo de reestruturação no qual o papel da PREVI foi fundamental. A PREVI teve participação ativa na implementação do novo modelo organizacional, no qual os dirigentes da holding são dirigentes também das empresas controladas. A PREVI acompanhou também a renegociação das divídas do Grupo que alongou o perfil da dívida. A PREVI possui 49% da holding, o que equivale a cerca de R$ 2,5 bilhões. O crescimento do mercado da Neoenergia foi de 2% em 2004.
521 Participações O BB-BI foi contratado como novo gestor dessa Sociedade de Propósito Específico (SPE), por meio da qual a PREVI participa de empresas do Setor Elétrico.
Brasil Ferrovias S.A. O processo de recuperação do Grupo Brasil Ferrovias (que compreende Ferronorte, Novoeste e Ferroban) teve curso com a contratação da consultoria Angra Partners para assessorar a Companhia e seus acionistas nas negociações relativas à reestruturação financeira perante o BNDES e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Bônus do BB A PREVI aderiu à operação de recompra pelo Banco do Brasil de bônus emitidos em 1996. Com a venda, a PREVI contabilizou R$ 214,44 milhões. Com esses recursos, a PREVI participou de operação de subscrição de ações do Banco do Brasil, formulada no mesmo período, de forma a manter sua participação no capital social da empresa. As operações foram positivas porque aumentaram a atratividade das ações do Banco: da data de publicação do Fato Relevante que comunicou a operação (17/2/2004) até 30/12/2004, as ações ordinárias do Banco do Brasil apresentaram valorização de 47,5%. Neste período, a valorização do IBOVESPA foi de 16,8%.
Paranapanema O trabalho desenvolvido pela PREVI para melhorar o desempenho da Paranapanema apresentou bons resultados. As mudanças compreenderam escolha de novos gestores, transferência da sede do Rio de Janeiro para as dependências da Eluma, em Santo André (SP), venda de ativos não operacionais, dentre outros. Além disso, a empresa vendeu os direitos de exploração de bauxita na mina de Pitinga, no Amazonas, para a Companhia Vale do Rio Doce.
Teletrust A Teletrust era um dos ativos da carteira com previsão para perdas. Desde 1999, a PREVI tenta reaver o investimento feito em recebíveis da Teletrust e inviabilizado com as sucessivas mudanças de regras da telefonia. Finalmente, em 2004, a PREVI conseguiu recuperar cerca de R$ 5 milhões em créditos relativos às debêntures emitidas pela Teletrust. A operação foi resultado de negociações nas quais os debenturistas – PREVI, Sistel, Funcef, Petros, Valia e Granpark – decidiram por unanimidade firmar acordo para receber parte do valor das debêntures. O acordo teve a chancela do Poder Judiciário e do Ministério Público.
Carteira de Imóveis
Dentro da carteira de imóveis da PREVI estão participações em shopping centers, imóveis comerciais, empreendimentos hoteleiros e outros pequenos imóveis.
| Reavaliações |
| (ajuste negativo) |
R$ 45 milhões |
| Meta Atuarial |
15,70% |
| Rentabilidade |
9,05% |
Em 2004, a Carteira de Imóveis teve baixa rentabilidade, em função de dois fatores: excesso de oferta em alguns mercados principais, o que gerou vacância e necessidade de negociação de preços de aluguel mais flexíveis; e a reavaliação do empreendimento Costa do Sauípe.
Operações com Participantes
As operações com participantes abrangem a Carteira de Empréstimo Simples e a Carteira de Financiamento Imobiliário (Carim)
A rentabilidade da Carteira de Empréstimo Simples foi de 17,62%, dentro das perspectivas e das características da carteira.
Já a rentabilidade da Carteira de Financiamento Imobiliário segue afetada pela elevada inadimplência e pelos ajustes que estão sendo promovidos na carteira.
Novidades no Empréstimo Simples
O Empréstimo Simples oferece as melhores taxas possíveis para os associados da PREVI. Em 2004, a Diretoria facultou, àqueles que desejassem, a suspensão do pagamento das prestações do empréstimo em janeiro e fevereiro de 2005. Paralelamente, foram realizados os estudos que culminaram no lançamento de nova modalidade do empréstimo, a Série 10. Nesta nova modalidade, é possível pagar o empréstimo em 10 prestações por ano. Com isso, a Diretoria espera atender quem quer suspender a cobrança da prestação em janeiro e fevereiro para melhor equacionar o orçamento doméstico face às despesas com matrículas escolares e impostos.
Ao final de 2004, havia 68.040 operações de empréstimo simples em ser relativas ao pessoal do Plano de Benefícios 1, o que representava R$ 990,87 milhões alocados nesse tipo de operação.
Muitos Avanços na Carim
Este foi um ano de muitos avanços na Carim. No início do ano, foi promovida pesquisa para conhecer as expectativas dos participantes em relação à reabertura do financiamento imobiliário. O levantamento foi feito por instituição independente, especializada em pesquisa, que entrevistou cerca de 700 associados em todo o País.
O uso do FGTS, apurado pela pesquisa como um dos grandes anseios dos associados, foi tratado como prioridade. Após meses de entendimentos, a Caixa Econômica Federal (CEF) autorizou a utilização do FGTS para abater o saldo devedor, observadas as regras da CEF para uso do Fundo. A medida pode vir a beneficiar cerca de 12 mil mutuários.
Adesão à Nova Carim chega a 16 mil
Em 2004, foram realizadas diversas operações de mercado com as participações da PREVI. Estas operações objetivaram vender parte da carteira, dentro da perspectiva de realizar lucros, reduzir a participação em renda variável e obter liquidez para pagamento de benefícios.
A aceitação das mudanças propostas pela Nova Carim foi de 70%. Foram 15.872 adesões no ano. Esses mutuários passam a contar com condições contratuais mais adequadas: é garantido um menor prazo para o financiamento, o percentual de comprometimento da renda bruta é mantido até o fim do contrato e, no caso de o mutuário querer liquidar antecipadamente, o cálculo é feito pelo valor presente das prestações que faltam ser quitadas.
Para explicar como funciona a Nova Carim, foram enviados 22.672 kits aos mutuários em condição de realizar o ajuste, expedidas cerca de 100 mil correspondências para manter o mutuário informado do andamento da operação, além da divulgação constante dos procedimentos necessários à adesão.
As operações de liquidação antecipada também foram bastante procuradas. Em 2004, foram pagos antecipadamente 1.957 contratos. Ao final de exercício, R$ 2,16 bilhões dos ativos da PREVI estavam empregados na Carim.

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Pagamento de Benefícios
Foi pago a aposentados e pensionistas um total de R$ 4,24 bilhões em complemento de aposentadoria e pensão. Transitaram pela folha de pagamentos R$ 5,67 bilhões, uma vez que a PREVI processou os valores de responsabilidade do INSS (R$ 1,09 bilhão) e do Banco do Brasil (R$ 307,68 milhões).
O volume de pagamento de benefícios é superior à arrecadação de contribuições, que totalizou R$ 1,03 bilhão. Portanto, é necessário utilizar os rendimentos do Programa de Investimentos para complementar os pagamentos, fato natural na curva de maturidade do Plano de Benefícios 1. Este fato, no entanto, exige novos cuidados por parte da gestão, especialmente quanto à manutenção de liquidez para o pagamento dos compromissos.
Desde de junho, a PREVI passou a adotar o INPC como indexador atuarial. A mudança foi implementada após a aprovação pela Secretaria de Previdência Complementar das alterações no artigo 20 do regulamento do Plano de Benefícios 1 e no artigo 19 do regulamento do PREVI Futuro.
A mudança de indexador tem reflexos diretos na atualização da Conta CAPA(1) e dos Fundos Paridade(2).
Quantidade de Benefícios em Manutenção
O Plano 1 encerrou o ano de 2004 com um universo de 76.420 pessoas que recebem algum dos benefícios previstos no Plano.
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Aposentados
Aposentados
externos
Pensionistas
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55.298
3.062
18.060
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51.665
3.021
17.653
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50.085
2.922
17.246
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Em 2004, foram concedidos 4.142 novos benefícios. O valor médio dos benefícios pagos encontra-se abaixo:
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| Compromissos • Benefícios Médios |
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INSS
Aposentadoria
Pensão
Complemento PREVI
Aposentadoria
Pensão
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R$
1.354,41
1.146,08
R$
4.795,32
2.984,75
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Participação no Montante dos Benefícios
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Benefícios a Conceder
Em dezembro de 2004, existiam 49.733 participantes vinculados ao Plano, em atividade no Banco, na PREVI ou na condição de externos (autopatrocinados, desligados do Banco, mas que mantêm suas contribuições na PREVI).

Comportamento das Reservas – Provisões Matemáticas
As Provisões Matemáticas devem ser vistas como um dos aspectos vitais do Plano. São elas que dão a dimensão das obrigações futuras da Entidade. As Provisões são baseadas em cálculos atuariais que devem estar descritos no Parecer Atuarial.
A definição de Provisões Matemáticas, de maneira aproximada, pode ser traduzida da seguinte forma: elas representam o valor presente dos benefícios futuros a que cada participante terá direito, descontadas as contribuições que o Plano vai receber e também a valorização dos investimentos.
Ao final de 2004, as Provisões estavam calculadas da seguinte forma:
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Benefícios Concedidos
Benefícios do Plano
Contrib. do(s) Patrocinador(es)
sobre Benefícios ( - )
Benefícios a Conceder
Benefícios do Plano
com a Geração Atual
Contrib. do(s) Patrocinador(es)
s/ Benef. da Geração Atual ( - )
Outras Contribuições
da Geração Atual ( - )
Prov. Mat. a Constituir ( - )
Serviço Passado ( - )
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45.323.166
48.079.255
(2.756.089)
8.657.902
11.003.903
(764.903)
(1.581.098)
(10.000.972)
(10.000.972)
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Total
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43.980.096
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As Provisões Matemáticas a Constituir representam a provisão matemática do Grupo de 67 que é de responsabilidade do Banco, nos termos do Contrato firmado em 1997. O Banco tem feito pagamentos mensais na forma de contribuições amortizantes efetivas e antecipadas.
(1) A conta CAPA registra as contribuições amortizantes pagas antecipadamente pelo Banco do Brasil por conta do Contrato firmado com a PREVI em 24/12/1997.
(2) Os Fundos Paridade representam os valores remanescentes das reservas de contingências de anos anteriores na ocasião da implantação da paridade de contribuições em 2000, bem como os valores que aguardam decisão final sobre a liminar concedida ao Sindicato dos Bancários de São Paulo e de Brasília, quanto ao uso do saldo do exercício remanescente na mesma ocasião. Existe também ação do Sindicato do Rio de Janeiro sobre o mesmo assunto.
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