PREVI aciona CVM contra operação Ambev

A imprensa destacou a iniciativa da PREVIConforme antecipamos na última edição do Boletim PREVI, a diretoria abriu processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para questionar a operação realizada recentemente pelos sócios controladores da Ambev e a cervejaria belga Interbrew. A operação provocou perdas consideráveis para os detentores de ações preferenciais, como é o caso da PREVI, e só beneficiou os controladores.

Por isso, a PREVI recorreu à CVM para questionar diversos pontos da operação, entre os quais o abuso de poder por parte dos controladores da Ambev e o benefício exclusivo que os mesmos tiveram com a operação; a participação de administradores no processo de aprovação da operação, por encontrarem-se conflitados em relação às deliberações que teriam que tomar; a violação do dever de lealdade dos administradores da companhia, principalmente pela usurpação de uma oportunidade comercial que era da Ambev, que acabou explorada pessoalmente por eles; a maneira irresponsável com que os administradores anunciaram a operação ao mercado e o modo confuso como divulgaram e continuam a divulgar informações erradas e incompletas ao mercado.

A partir desses fatos, a PREVI solicitou à CVM que:

• Determine à Ambev que publique, imediatamente, fato relevante de modo a sanear e esclarecer todas as informações contraditórias fornecidas ao mercado, complementando-as com tudo que se fizer necessário.

• Determine à Ambev que informe o impacto da operação, se realizada, nos direitos dos acionistas minoritários em relação à sua participação na companhia.

• Instaure processo administrativo com vista à punição dos administradores pelas informações mal divulgadas e por não ter os mesmos agido com a diligência requerida ao exercício dos seus cargos na companhia.

• Instaure inquérito administrativo necessário de modo a apurar e determinar tais irregularidades e aplique as penalidades previstas na Lei aos infratores, sem prejuízo da responsabilidade civil ou penal, de forma a coibir prática das mais nocivas ao funcionamento do mercado de capitais brasileiro.


PARA ENTENDER O CASO
As ações da Ambev sempre foram consideradas pela PREVI um de seus principais ativos. O potencial de crescimento aliado à boa distribuição de dividendos fizeram dos papéis da empresa um dos mais procurados por investidores no Brasil e no exterior. Por isso, a forma como foi apresentada a operação de fusão com a empresa Interbrew surpreendeu a PREVI e os demais acionistas minoritários.

A PREVI possui cerca de 3,3 bilhões de ações preferenciais e 73,3 milhões de ações ordinárias da Ambev, empresa que resultou da fusão das cervejarias Brahma e Antarctica em 2000. A PREVI, originalmente acionista da Brahma, detém essa participação há mais de uma década.

A PREVI não realizou prejuízos com a operação porque, como investidor de longo prazo, não vai se desfazer de imediato da participação na empresa. O que vem ocorrendo é uma significativa redução contábil no valor dos papéis. Até o anúncio da recente fusão, os ganhos da PREVI – que possui 14% das ações preferenciais e 8% do capital total – com a Ambev superavam a Selic (taxa básica do mercado) em mais de R$ 1 bilhão. Depois disso, apesar de continuar superando a taxa Selic, os ganhos da PREVI passaram para cerca de R$ 400 milhões.




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