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Desafios da agenda ASGI: urgências do presente e tendências de futuro

22º Encontro Previ de Governança Corporativa abordou transformação digital, inovação e tendências e os principais desafios da agenda ASGI

16/12/2022

 

Em sua 22ª edição, o Encontro Previ de Governança Corporativa teve como tema “Desafios da agenda ASGI: urgências do presente e tendências de futuro". Um panorama que desafia empresas e investidores a se reinventarem constantemente. O evento, realizado pelo terceiro ano consecutivo no formato on-line, aconteceu nos dias 7 e 8 de dezembro e marcou também o lançamento do Código Previ de Melhores Práticas ASGI.

“A Governança Corporativa está em constante evolução, reflexo de uma sociedade que se transforma cotidianamente. Qualidade e agilidade já não surpreendem tanto, o mercado exige também inovação constante. O nosso foco tem que se pautar na superação contínua das expectativas.”, observou o presidente da Previ, Daniel Stieler, na abertura do Encontro. “Temos aqui hoje representantes que certamente estarão à frente desse processo de transformação, criando meios e formas de adaptar nossas melhores práticas de governança corporativa a essas necessidades”.  

O primeiro dia do evento iniciou com a apresentação do sócio fundador da Fama Investimentos, Fábio Alperowitch, que falou sobre a importância do Prêmio ESG Fama Investimentos como elo entre o meio acadêmico e o mercado. Na sequência, o diretor de Participações da Previ, Fernando Melgarejo, fez a entrega da Menção Honrosa Arthur Prado Silva à Elise Soerger Zaro, vencedora da primeira edição do prêmio, realizada em 2020, com o trabalho “ O efeito da adoção voluntária do relato integrado sobre o custo do capital”.

 

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Na palestra magna, Andrea Iorio, um dos maiores palestrantes nacionais e internacionais sobre transformação digital, liderança, inovação, cultura organizacional e experiência do cliente falou sobre o metaverso, web 3.0, o impacto das tendências tecnológicas e como nos preparar para o futuro. Para Andrea, para que os negócios se ajustem às mudanças no novo mundo, é preciso que as organizações experimentem o metaverso com execução constante. “Execução de projetos, experimentos e protótipos no mundo do metaverso nos ajudam a obter feedback necessário para pilotarmos e empresa diante das mudanças do mundo”, disse.

O primeiro dia de evento também teve como convidados os palestrantes Carolina da Costa, sócia da Mauá Capital; Andrea Minardi, professora do Insper; Catia Yuassa Tokoro, conselheira fiscal da Petz; e Daniel M. Ely, VP executivo e CTO – Chief Transformation Officer – da Randon. Nesse painel, foi debatida a necessidade de as grandes organizações cuidarem cada vez mais de uma agenda ASG para aperfeiçoar seus modelos de riscos, buscarem a inovação como peça-chave para avanços em diversas áreas e para sua sobrevivência de longo prazo. Para exemplificar, foi discutido o papel das startups para a reinvenção e a inovação corporativa, bem como a conjugação de instrumentos financeiros de impacto com a agenda de sustentabilidade. 

O último dia do evento contou com quatro painéis. O primeiro, Mudanças climáticas sob o olhar da dupla materialidade, teve como palestrantes Celso Funcia Lemme, professor da UFRJ e coordenador do conselho do CDP; Ana Luci Grizzi, especialista ESG e conselheira independente da Ecorodovias; Luzia Hirata, gerente da Santander Asset Management; e Estevam Pereira, fundador do Grupo Report. A dupla materialidade, um conceito introduzido recentemente por reguladores europeus, é para onde olham, cada vez mais, os investidores e gestores de fundos. Com esse movimento buscam compreender os riscos de seus investimentos nos pilares ASG, a rentabilidade das empresas em que investem e como os impactos socioambientais podem ter consequências financeiras, ao longo dos anos, para seu próprio investimento.

O segundo painel do dia teve como tema “Agenda social: coerência entre discurso e prática” e contou com a participação de José Pugas, Head de ESG da JGP; Solange Ribeiro, VP da Neoenergia; e Paulo Boneff, Head Global de Responsabilidade Social na Gerdau. Segundo Solange, é preciso entender que o impacto social das empresas tem que ser uma agenda primária nas organizações. “Esse impacto não é um custo e, sim, uma oportunidade. Empresas mais inclusivas atraem os melhores talentos e os melhores investidores. Nós da Neoenergia, empresa do setor elétrico, fornecemos energia para 34 milhões de brasileiros em 18 estados do Brasil, com uma presença forte no Nordeste onde temos a chance de trabalhar questões muito importantes, como a descarbonização da economia, promoção de igualdade e da diversidade, a geração de emprego, a mudança climática, entre outros”.

Em seguida, Ângela Castro, Head de Diversidade, Equidade e Inclusão da Delloitte, apresentou o resultado da segunda edição da Pesquisa Diversidade, Equidade e Inclusão nas organizações 2022.

O painel seguinte abordou o tema Diversidade na liderança. O painel teve a moderação da diretora de Planejamento da Previ, Paula Goto, e contou com a participação de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e presidente do Grupo Mulheres do Brasil, e Rachel Maia, conselheira de Administração da Vale. “O que nós queremos é mais mulheres no poder, mais mulheres na política, mais mulheres em cargos de liderança. Há mais de 15 anos que eu sou a favor de cotas. A cota é um processo transitório para corrigir uma desigualdade. Agora é a nossa vez, a vez da mulher”, destacou Luiza Trajano.

“Nós ainda temos muitas lacunas no tema da inclusão, da diversidade, da pluralidade, em especial na questão do étnico racial, mas a grande diferença é que hoje nós podemos falar sobre esse tema. Antes, nós não podíamos falar. Então, já temos uma evolução nesse processo. Gerar esse pertencimento no público e no privado é muito importante”, observou Rachel Maia.

 

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O último painel do dia abordou o tema “Gerenciamento da Segurança da Informação”. Rafael Castro, gerente executivo de conformidade e controles internos da Previ foi o moderador do painel que teve a participação de Patrícia Peck, especialista em direito digital e membro titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados, e Ygor Buitrago, Head de riscos e compliance da Clavis Segurança da Informação. Foram debatidas as ameaças de ataques cibernéticos e violação de dados, a partir do atual fluxo de informações intenso, pulverizado e sem fronteiras e como a cibersegurança passou a ser percebida como parte essencial do negócio.

É hora de um novo código

Durante o Encontro, a Previ promoveu o lançamento do Código Previ de Melhores Práticas ASGI. O documento é resultado da atualização da 3ª edição do Código Previ de Melhores Práticas de Governança Corporativa. Essa revisão foi motivada pela necessidade de aprofundar temas que representam avanços nas práticas ASGI.

O novo código dá ênfase às temáticas ASGI sobre mudanças climáticas e demais atualizações que são pertinentes ao conhecimento das companhias (independentemente do setor de atuação), administradores, conselheiros, investidores, gestores de recursos e demais interessados.

O Código Previ de Melhores Práticas ASGI passa a ser uma referência para todo o mercado, não apenas para as empresas nas quais a Entidade possui participação acionária. À medida que esse conhecimento se dissemina, ele se traduz em uma gestão mais segura, com menos sobressaltos nas empresas. O resultado tende a ser mais previsível, com melhor retorno do investimento realizado no longo prazo. Em última análise, gera valor para a Entidade como acionista e benefícios para todos os associados.

 

 

 

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