Cerimônia na B3, em São Paulo, contou com a participação do diretor de Investimentos da Previ, Cláudio Gonçalves
15/05/2026Nessa quinta-feira, 14 de maio, foi realizada a cerimônia de comemoração do aniversário de 20 anos do PRI – Princípios para o Investimento Responsável, iniciativa da ONU da qual a Previ é signatária e que conta com o diretor de Investimentos da Entidade, Cláudio Gonçalves, no conselho.
A fundação da iniciativa, ocorrida em abril de 2006, com a participação da Previ, teve como objetivo criar uma comunidade global de investidores institucionais, como fundos de pensão e gestoras de ativos, que se comprometesse e tornasse viável a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança na análise e decisão de investimentos. Esse compromisso é fundamental para instituições como a Previ, cujo dever fiduciário é proteger os investimentos de seus participantes e beneficiários.
O evento “20 anos do PRI: Moldando o Futuro do Investimento Responsável” contou com a abertura da diretora de Iniciativas para Investidores do PRI, Tamsin Ballard. Foram apresentados dois painéis: “Contexto regulatório e ambiente habilitador”, com a moderação de Tamsin Ballard e a participação de José Vasco, da CVM, Nathalie Vidual, do Ministério da Fazenda, e Virginia Nicolau, da B3; e “O futuro do investimento responsável e o papel do PRI”, com moderação de Livia Rossi, head do Brasil no PRI, e participação de Fabrício Casali Reis, da BB Asset, Maurício Wanderley, da Valia, Paulo Werneck, da Vivest, e Renato Eid, da Itaú AM.

O diretor de Investimentos da Previ e membro do conselho do PRI, Cláudio Gonçalves, abordou os desafios da iniciativa desde a sua fundação. Para Cláudio, “o investimento responsável precisa estar embebido nos sistemas de análise de risco, nos contratos, nas regulações, nos processos de due diligence — de forma que qualquer investidor, em qualquer parte do mundo, não consiga mais ignorá-lo mesmo que queira”.
Ao encerrar seu discurso, Cláudio declarou: “Não estamos aqui para celebrar um aniversário. Estamos aqui para renovar um compromisso. Um compromisso com os pensionistas que dependem dos fundos que gerimos, as comunidades que vivem no entorno das empresas que financiamos, as gerações que herdarão o clima que estamos, agora, decidindo. A pergunta que nos trouxe aqui em 2006 era: ‘ESG pode coexistir com retorno?’. A pergunta que precisamos responder nos próximos vinte anos é mais difícil: ‘Somos capazes de agir na velocidade e na escala que o problema exige?’ Eu acredito que sim. Mas essa crença precisa se traduzir em ação”.