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Só conhece o valor da âncora quem passa pela tempestade

Com uma governança fortalecida, Previ está preparada para passar por conjuntura político-econômica desafiadora

27/06/2018

A quatro meses das eleições, as indefinições sobre as urnas se refletem em oscilações no mercado financeiro e repercutem nos resultados dos planos de benefícios da Previ. Em maio diversos indicadores importantes passaram por significativas alterações, com o índice Ibovespa chegando a 70 mil pontos. Mas como diz o ditado, só conhece o valor da âncora quem passa pela tempestade. Com uma governança fortalecida e a utilização de ferramentas fundamentais, a Previ não se surpreendeu com a crise e está preparada para enfrentar, mais uma vez, um cenário político-econômico desafiador, como explica o presidente Gueitiro Genso:


“Não fomos surpreendidos porque não trabalhamos com curto prazo. Os últimos anos, em que passamos por diversos desafios, permitiram que testássemos a nossa governança, a solidez de nossos planos de benefícios e o ALM, que faz o casamento entre nosso ativo e passivo. Entre 2015 e 2017 passamos por uma das piores crises econômicas da história e saímos ilesos, sem a necessidade de cobrar contribuições extraordinárias dos associados. No primeiro sinal de melhora da conjuntura, tivemos superávits e chegamos ao equilíbrio técnico. Nossas bases são robustas. Não nos surpreendemos com fatores conjunturais positivos ou negativos de curto prazo”, explicou.

A análise da economia nas últimas décadas mostra que grandes crises serviram como catalisadoras de reformas estruturais. É um processo cíclico, que faz parte do mercado. Com a última crise não foi diferente: uma série de medidas estruturais realizadas no país trouxeram novas oportunidades e mais estabilidade para a economia, como a queda da inflação e a mudança de patamar da taxa de juros, que diminuiu. 

Resiliência

Os ativos da Previ são sólidos, fortes e resilientes, compostos por empresas da economia real, de setores produtivos e que investem vultosos recursos em seus negócios. Ao fazer a análise dos resultados dos últimos anos, é possível verificar essa afirmação na prática. Entre 2007 e 2014, com uma conjuntura econômica favorável, a Previ sempre manteve superávits acumulados. Apesar do cenário desafiador em 2015 e 2016, quando o Brasil passou por uma das piores crises econômicas da história, a Previ chegou ao equilíbrio técnico no início de 2018, sem a necessidade de cobrar contribuições extraordinárias de seus associados.

Um ano de eleição traz muitas incertezas, mas essa volatilidade no mercado não significa a materialização de um prejuízo. Ela só se realizaria se a Previ vendesse seus ativos em um momento em que a B3 (antiga BM&FBovespa) estivesse em queda, o que não vai acontecer. O Plano 1 tem um colchão de liquidez grande, capaz de pagar benefícios sem a necessidade de vender seus investimentos no médio prazo.

Com mais de 50% dos investimentos do Plano 1 alocados em renda variável, com investimentos em boas companhias, os ativos retornam a rentabilizar ao menor sinal de recuperação da economia, como já aconteceu. O histórico de rentabilidade do Plano 1 de 2005 até 2017 é de 305%, acima da meta atuarial no mesmo período, que foi 262%, e mais do que o dobro do Ibovespa, que foi de 128%.

Confira no gráfico abaixo o resultado do Plano 1 de 2007 até 2017:

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De 2007 a 2013 foi realizada a distribuição dos superávits da Previ, com a suspensão das contribuições e o pagamento do BET. Em 2015, com a conjuntura econômica desfavorável, passamos a ter o déficit acumulado, que começou a ser recuperado em 2016, graças a fatores como os ativos sólidos, a Política de Investimentos consistente e o corpo técnico qualificado da Previ. Essa recuperação começou em 2017, quando a conjuntura começou a melhorar, após uma queda considerável da B3 em maio e junho daquele ano, impactada pelo cenário político na época. Confira o detalhamento mês a mês do resultado da Previ em 2017:

gr_fico 2.png

Em janeiro de 2018 chegamos ao equilíbrio técnico sem a necessidade de contribuições extraordinárias, com um superávit que chegou a R$ 1,8 bilhão em março, como detalhado no gráfico abaixo:

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É importante ressaltar que os mesmos ativos que geraram os superávits são os que estão, agora, subvalorizados. A variação do valor dos investimentos do Plano 1 em maio de 2018 foi negativa em aproximadamente R$ 5,6 bilhões. Ou seja: os mesmos investimentos valiam em abril R$ 5,6 bilhões a mais do que valem em maio. Sabemos que esses números refletem a instabilidade desse momento e nossos ativos valem mais, pois são representados por empresas reconhecidas e da economia real.

Podemos citar alguns exemplos. Graças às oscilações características do período eleitoral, ao analisarmos a variação entre o valor de mercado dos principais ativos da carteira do Plano 1 entre os meses de março e maio, verificamos uma diferença de R$ 6,86 bilhões. Confira:

 
Ativo Março (em milhões) Maio (em milhões) Diferença
Banco do Brasil 9.015,50 6.673,18 2.342,32
Petrobras  6.951,34 5.915,79 1.035,55
Ambev 5.835,18 4.752,99 1.082,19
Itaú Unibanco 4.578,38 3.835,10 743,28
Bradesco 2.630,33 2.051,74 578,59
Itausa 2.006,50 1.661,18 345,32
BRF 1.934,52 1.815,04 119,48
Ultrapar 1.581,51 1.115,00 466,51
Petrobras Distribuidora 723,49 570,27 153,22
Total     6.866,46

 

 

Depois da tempestade, a bonança

Os especialistas acreditam que a conjuntura provavelmente retornará aos eixos no final do ano, após o período eleitoral. Não é adivinhação, mas muito estudo e técnica. Ao fazer a análise de anos anteriores e de outros períodos eleitorais, fica claro uma queda na rentabilidade da B3 nos meses que antecedem a eleição. A volatilidade dos preços dos ativos é esperada nesse período. 

A Previ sempre trabalhou com conservadorismo. Na construção das Políticas de Investimentos é utilizado um modelo de ALM (asset and liability management – gestão de ativos e passivos) que considera mais de mil cenários macroeconômicos possíveis para avaliar o comportamento dos investimentos e busca a excelência na cultura de Gestão Baseada de Risco, com uma Política de Riscos que inclui conceitos, princípios e diretrizes a serem adotados na gestão. As análises das perspectivas das economias mundial e brasileira são fundamentais para subsidiar os estudos que compõem as Políticas, e elas são feitas à exaustão na Previ. Além de cumprir a legislação, procuramos sempre ir além. E é esse olhar à frente que nos protege. 

Mesmo em tempos difíceis, somos capazes de cumprir a nossa missão, de pagar benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável, sem a necessidade de vender nossos investimentos. 

Transparência

A divulgação mensal do resultado é uma ação de transparência da Previ, já que a exigência legal é de que a publicação desses dados seja realizada apenas uma vez por ano. Prova que a prestação de contas é um compromisso da Previ com seus mais de 200 mil participantes. 

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